quinta-feira, 9 de julho de 2009

Legislação para fontes renováveis

A Comissão Especial de Fontes Renováveis de Energia do Congresso Nacional se reuniu nesta quarta-feira, dia 8, para discutir uma versão preliminar do parecer do relator, deputado Fernando Ferro (PT-PE). Segundo o presidente da comissão, deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), a comissão propôs incentivos para o uso das fontes alternativas de energia, oferecendo segurança jurídica a quem investe na área. O deputado defende, por exemplo, a criação de um fundo de estímulo à produção nacional de equipamentos e componentes para uso na geração energética a partir de matrizes renováveis como a solar e a eólica.
Instalada há mais de um ano (25/06), a Comissão Especial de Fontes Renováveis de Energia analisa 18 projetos de lei sobre o assunto. As propostas têm caráter conclusivo. Por isso, o texto aprovado poderá seguir diretamente ao Senado depois de aprovado pela comissão.

O Setor elétrico em junho

Relatório divulgado pela EPE (http://www.epe.gov.br) mostra que em junho de 2009 a carga caiu 4,4% comparativamente a junho de 2008. O setor industrial foi o principal responsável. Na região Sudeste, a carga industrial caiu 14,2% e na região Sul 9,8%. Ou seja, são os efeitos da crise no setor produtivo brasileiro. Para qualificar melhor este dado, o ideal seria conhecermos aqueles setores onde a queda na carga foi mais vigorosa. Contrariamente a esta tendência, as residências e o comércio aumentaram sua demanda. Talvez isto seja explicado pelo aumento de itens eletro-eletrônicos nas cestas de consumo das famílias e também das empresas de serviços.

terça-feira, 7 de julho de 2009

ECO_LÓGICAS: Concurso Nacional de Monografias sobre Energias Renováveis e Eficiência Energética

O Instituto IDEAL está com inscrições abertas para o Eco_Lógicas: Concurso Nacional de Monografias sobre Energias Renováveis e Eficiência Energética, voltado para estudantes de pós-graduação das instituições de ensino brasileiras. Serão R$ 40 mil (quarenta mil reais) de premiação para as dez melhores monografias, que também serão publicadas em livro e cd-rom.
As informações estão disponíveis no site do Instituto Ideal http://www.institutoideal.org/.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Carga em queda

Leio a seguinte notícia:

A carga de energia no SIN atingiu os 49.422 MW médios em junho, queda de 3,4% na comparação com igual mês de 2008, quando foram consumidos 51.182 MW médios. O resultado foi ainda 1,1% menor do que o registrado em maio. De acordo com os dados do Boletim Preliminar de Carga Mensal do ONS, o recuo foi puxado pela ocorrência de baixas temperaturas, inferiores às registradas no mesmo período dos últimos dois anos, o que tem afetado o consumo das classes residencial e comercial. Ainda de acordo com o boletim, embora alguns segmentos industriais estejam apresentando sinais de recuperação, o aumento do consumo de energia ainda não pôde ser observado no total da carga de energia. (BrasilEnergia - 03.07.2009)

Comento:

Constata-se que a crise econômico-financeira teve impacto no setor elétrico. A demanda industrial por eletricidade reduziu-se. Porém, em termos de setor elétrico, a crise reduziu a pressão por expansão, o que permite ao governo - responsável pelo planejamentoda expansão - mais fôlego e tempo para achar soluções genuinamente brasileiras para um problema genuinamente doméstico, já que não há no mundo nem um outro setor elétrico que se assemelhe ao nosso.

Ou seja, o governo tem mais espaço para planejar e executar a expansão da capacidade instalada, e da consequente segurança do sistema.

sábado, 4 de julho de 2009

Para Abinee aumento dos impostos é normal

A Abinee avalia como uma medida normal o aumento de zero para 14% no imposto de importação dos aerogeradores, aprovado na última semana pela Câmara de Comércio Exterior. O presidente da Abinee, Humberto Barbato, disse que a taxa não é exagerada. "A taxa de 14% não é nenhum absurdo. É um limite dentro do padrão mundial. Se você considerar quanto o dólar está valorizado frente ao real, essa tarifa é nada". Para o executivo, a tarifa visa a favorecer a existência da indústria nacional. "A indústria nacional vai ser obrigada a se adequar aos preços internacionais", observou. De acordo com Barbato, a medida não vai interferir no preço da energia e no leilão de energia eólica, previsto para o dia 25 de novembro. (CanalEnergia - 02.07.2009)
COMENTO: Primeiramente, quando observamos a política industrial brasileira dos últimos trinta anos, vemos que o país caminhou na direção oposta àquela da geração de nossos pais, ou seja, de maior industrialização do país. O país não tem feito esforços em direção a maior industrialização e as consequentes benesses adivindas desta política. Ou seja, falta uma política industrial clara e que incentive maiores investimentos em energia eólica e outras renováveis.

Copel: licitação para térmicas a bagaço de cana

A Copel abriu esta semana chamada pública para proprietários de Usinas de Álcool e Açúcar interessados em formar parcerias para constituição de sociedades de propósito específico para implantação de termelétricas a bagaço de cana. A empresa, em caso de formação da SPE, deterá no mínimo 51% do capital social do empreendimento. Segundo a Copel, o interesse é em usinas com potência instalada de, no mínimo, 10 MW. As Usinas de Álcool e Açúcar deverão garantir o fornecimento de bagaço de cana e de água para a SPE através de contratos de longo prazo, com vigência de 20 anos a partir do início do período de comissionamento da térmica. A SPE, por sua vez, irá fornecer energia elétrica e vapor necessários para o processo produtivo da Usina de Álcool e Açúcar, garantidos por 20 anos. (CanalEnergia - 02.07.2009)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Casa Eficiente

Segue abaixo um vídeo da casa eficiente da Eletrosul em Florianópolis (SC). O objetivo do projeto é incentivar o desenvolvimento e a inovação em projetos de construção civil, levando em conta a eficiência energética, uso racional de energia elétrica e a redução dos impactos ambientais.