sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Texto sobre Fontes Renováveis

A Comissão Especial de Fontes Renováveis de Energia da Câmara aprovou em 21 de Outubro o texto do relator Fernando Ferro (PT-CE). Com isso, avança o que pode ser a primeira lei brasileira para o setor.

A aprovação foi feita em acordo com o deputado Fernando Marroni (PT-RS), que foi contra a taxa de contribuição das termelétricas fósseis para o Fundo Nacional para Pesquisa e Desenvolvimento das Fontes Alternativas Renováveis. De acordo com o relatório, parte desse fundo seria composto por 5% da receita operacional líquida das térmicas, movidas a partir de combustíveis fósseis. O deputado Fernando Ferro concordou em reduzir esta taxa para 2%.

O próximo passo da comissão é apresentar uma nova versão do relatório, com a incorporação dessa e outras alterações. Os deputados da comissão podem então entrar com recurso solicitando a votação em plenário. Em caso negativo, o projeto segue diretamente para o Senado.

A comissão, criada em junho do ano passado, analisou 19 propostas sobre incentivos, financiamento e pesquisas para a geração de energia elétrica por fontes renováveis alternativas.

http://www.greenpeace.org.br

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O grande Leilão de vento: Artigo de Vinicius Torres Freire

Em novembro ou dezembro deve ocorrer o primeiro leilão competitivo de eletricidade produzida pela ação dos ventos sobre pás de aerogeradores. Para o leilão foram apresentados 441 projetos de cerca de uma centena de empreendedores, parques capazes de gerar mais de 13 mil MW. Mas, segundo Vinicius Freire, não serão nem de longe 13 mil MW. "Além do mais, até agora, o MWh da energia eólica custa R$ 250, o dobro da eletricidade de hidrelétricas vendida em leilões", afirmou. Maurício Tolmasquim, presidente da estatal EPE, acredita que os MWh podem ficar abaixo de R$ 200, dada a concorrência. Tolmasquim avalia que a energia eólica não é a solução para o abastecimento brasileiro por ser uma fonte de energia cara, de produção inconstante, além de demandar investimentos pesados em transmissão, dados os locais distantes onde pode ser produzida. No entanto, na opinião de Freire, o custo da energia eólica fica relativamente menor quando se leva em conta a complementaridade com as hidrelétricas. "O custo da energia eólica depende da despesa em equipamentos. Tende a cair com o aumento da escala de produção", diz Vinicius. Tolmasquim observa também que o custo pode cair devido a melhorias tecnológicas. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 19.10.2009)


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Estudo do GESEL aponta problemas com a super oferta de gás

O marco regulatório do setor elétrico deve alterar as formas de contratação de usinas térmicas a gás natural para dar vazão ao volume extra que deverá chegar ao mercado nos próximos anos, após a entrada em operação do pré-sal. Essa é a conclusão de análise detalhada sobre o setor de gás, preparado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da UFRJ. "Da maneira como está, não há lógica para que as usinas térmicas sejam priorizadas em leilão", disse o professor Nivalde Castro, coordenador do estudo. Ele defende que a principal mudança deve ocorrer na forma de contrato, que passaria a ser de quantidade e não mais de disponibilidade como é atualmente. Pelo modelo em vigor, a Petrobrás se compromete a deixar disponível um volume predeterminado para ser utilizado nas térmicas caso elas sejam despachadas. Se não forem, esse gás tem de ter outra destinação ou mesmo ser queimado, já que não há como estocá-lo ou mesmo deixar de produzi-lo. No Brasil, a maior parte de gás produzido é associado ao petróleo. Para suspender sua produção, seria necessário também suspender a produção de óleo. "Qual o interesse de um investidor de ofertar uma usina térmica a gás, que ele não sabe quando vai gerar, por quanto tempo e se vai gerar um dia. Não tem porquê. É mais garantido ofertar uma usina a óleo, mais poluente, mas que tem como ser estocado", disse, lembrando que pela proposta de contrato por quantidade, haveria geração constante de energia a gás, mesmo que em menores quantidades. A ideia, defende o professor Nivalde Castro, coordenador do estudo preparado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), UFRJ, é que sejam feitos leilões de energia térmica no curto prazo, a exemplo do que a Petrobrás faz hoje com o próprio gás junto ao mercado industrial. "É uma forma de criar mercado e reduzir essa enorme sobra", disse. Este ano, a queima de gás natural atingiu uma média diária de 9,8 milhões de metros cúbicos, após bater no pico de 13,5 milhões de metros cúbicos. Além disso, reduziu a importação da Bolívia e suspendeu a produção de gás em campos sem associação ao óleo. "Este é um ano excepcional, com muitas chuvas, em que as usinas hidrelétricas estão vertendo água. É preciso um tipo de contrato flexível, que permita à Petrobrás comercializar esse gás, sem deixá-la engessada. Mas para isso é preciso um maior planejamento", disse o professor

Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Custos de Energia Eólica

O GESEL, através de seus dois pesquisadores especializados em energia eólica, elaborou estudo sobre o tema. No presente artigo "Os Custos da Energia Eólica no Brasil" os pesquisadores Guilherme Dantas e André Leite discutem os motivos que levam a energia eólica brasileira ainda ter um custo superior aquele verificado em outros países.

Segundo os autores, "os benefícios da inserção da energia eólica para o sistema elétrico brasileiro são mais do que conhecidos. Entretanto, a discussão referente aos seus custos é da maior relevância para saber seus impactos sobre a busca pela modicidade tarifária".

Para obter cópia integral do Texto de Discussão do Setor Elétrico nº 9, "Os Custos da Energia Eólica no Brasil", clique aqui: http://www.nuca.ie.ufrj.br/gesel/tdse/

Com reservatórios cheios, conta de luz pode ficar mais barata em 2010


Os reservatórios das hidrelétricas brasileiras atingiram em agosto o maior nível de água armazenada dos últimos 10 anos, segundo o ONS. Isso pode significar uma economia na conta de luz do brasileiro em 2010, já que as térmicas são mais caras do que as hidrelétricas.

No ano passado, por exemplo, que teve um início com poucas chuvas, térmicas a gás ficaram ligadas praticamente o ano inteiro e outras a carvão também foram utilizadas. Isso contribuiu para encarecer a energia e 2009 foi marcado por reajustes significativos nas contas de luz --na Eletropaulo, por exemplo, o aumento chegou a 13%.

Além das chuvas terem sido muito maiores inclusive no período seco este ano --no Sul está 200% acima da média histórica-- a queda da demanda por energia elétrica por conta da crise econômica também contribuiu para poupar água nos reservatórios.

Em pleno período seco, os níveis dos reservatórios da Região Sul estão em 85,8%, na região Nordeste 80,7%, no Norte 75,9% e no subsistema Sudeste/Centro-Oeste 74,1%.

Consumo de energia volta a crescer após cinco meses em queda



CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O consumo de energia elétrica voltou a crescer, após cinco meses em queda, segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) divulgados nesta segunda-feira. Em setembro, a carga de energia elétrica que circulou pelo sistema nacional foi 1,1% superior ao volume constatado em igual período em 2008.

Na comparação com agosto, a alta chegou a 3,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, verifica-se queda de 0,5% sobre período correspondente anterior.

Segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS, o crescimento em relação a setembro de 2008 teve influência de altas temperaturas, acima das verificadas no ano passado.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, o ONS assinala que a retomada da indústria vem puxando o consumo, que vem crescendo desde julho. Acrescenta ainda que efeitos sazonais, principalmente no Nordeste, também influenciaram a alta no consumo.

A carga de energia é uma prévia do consumo de energia. O ONS mede o valor total que passa no sistema e não contabiliza as eventuais perdas de energia. Ao todo, a carga de energia elétrica calculada para o sistema em setembro totalizou 53.324 MW (megawatts) médios.

Regiões

O sistema Sudeste/Centro-Oeste foi responsável por 33.149 MW médios da carga total, variação positiva de 1,3% na comparação com setembro do ano passado. Em relação a agosto, houve alta de 4,3%. Nos últimos 12 meses, verificou-se variação negativa foi de 1,3%.

No Sul, o consumo de energia elétrica em setembro também reverteu números negativos do mês anterior, com crescimento de 0,3% sobre igual período em 2008. Em relação a agosto, foi constatada alta de 1,1%. Nos últimos 12 meses, houve incremento de 0,6% no consumo de energia na região.

No Nordeste, o cenário permaneceu com o consumo em alta. Os valores preliminares de carga em setembro indicam variação positiva de 2,8% em relação a igual período em 2008. Na comparação com agosto, houve acréscimo de 6,1%. O acumulado dos últimos 12 meses aponta crescimento de 0,8% em relação a igual período anterior.

Na região Norte, foi verificado o único desempenho negativo. A carga de setembro foi 2,4% inferior ao volume verificado em igual mês no ano passado. Na comparação com agosto, os dados do ONS apontam para um crescimento de 1,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, verifica-se expansão de 0,6%.